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20/03/2017

Francisco, homem reconciliado

Cada um de nós faz a experiência de verdadeiros dilaceramentos interiores, por exemplo, entre o amor por si mesmo e, de outro lado, de desprezo devido a tudo de louco que fazemos a convite de  nosso ego. Ser uma pessoa reconciliada é amar-se de verdade, ter um amor próprio autêntico sem se considerar o centro do mundo e sem se  desprezar; é ter para com os outros um justo relacionamento nem de superioridade, nem de inferioridade.  Ser alguém reconciliado é ter um relacionamento de respeito para com a natureza, relacionamento de louvor e não de dominação e açambarcamento; ser alguém reconciliado é ter com Deus um verdadeiro relacionamento de amor e de confiança e não de medo ou de recusa
A reconciliação é um caminho longo. Ela supõe, antes de tudo, que reconheçamos humildemente nossos dilaceramentos e divisões. Para chegar à identidade e dar o melhor de nós mesmos será preciso mudar nosso ponto de vista.  Em termos cristãos chamamos a isso de conversão. É um trabalho de fé e de confiança. Converter-se é deixar de centrar-se em si mesmo, aceitar abrir-se a Deus e,  ao mesmo tempo,  abrir-se aos outros e ao mundo.
Converter-se é “antenar-se” no Senhor. Nossa tendência é fazer tudo partir de nós, de sermos o centro do mundo de tudo ver a partir de nós mesmos.  Assim temos uma falsa imagem dos nossos e dos outros. Converter-se é ter a convicção que nunca seremos nós mesmos a não ser quando formos aquilo a que Deus nos destinou. Francisco é um homem reconciliado  porque fez unidade em si, porque soube aceder a uma simplicidade despojando-se de seu orgulho, narcisismo, vanglória, preocupações inúteis. Esse homem pacificado que foi Francisco é obra de toda uma vida. Esse despojamento não conseguiu ele simplesmente à força de murros, mas abandonando-se a Deus, aos irmãos e aos acontecimentos. Somente no final de sua vida, no momento dos estigmas  e do Cântico dos Cânticos, uns dois aos antes da morte, que ele se tornou um homem pacificado.
http://www.franciscanos.org.br/?p=66715

Deus não nos chamou para a impureza, mas sim para a santidade



 
É esta a vontade de Deus: (…) que vos aparteis da luxúria (…) sem se deixar levar pelas paixões, como os gentios, que não conhecem a Deus. (…)Nessa matéria ninguém fira ou lese a seu irmão, porque de tudo isso se vinga o Senhor, como já vos temos dito e assegurado. Pois Deus não nos chamou para a impureza, mas sim para a santidade. Portanto, quem desprezar estas instruções não despreza um homem, mas Deus, que vos infundiu o seu Espírito Santo. (1 Tess. 4, 1-8)
Em nome do Pai e do Filho + e do Espírito Santo. Amém.
Ave Maria…
Instituto do Bom Pastor, IBP-SP – 12/03/2017 – Nesta Quaresma nos parece proveitoso algumas palavras sobre os pecados capitais, suas características, os frutos ruins que produzem em nós, e o modo de combatê-los. E, pelo tema da Epístola e do Evangelho de hoje, a Providência nos dá a ocasião de iniciarmos pela luxúria, fazendo-nos vê-la por outros ângulos.
Santo Tomás enumera oito consequências da impureza: 1. Cegueira da inteligência: que faz com que a pessoa não se dê conta da gravidade do que faz. Não reflete que prejudica seriamente a sociedade, lesando a geração e a educação dos filhos, a amizade entre os esposos, o modo como vê o casamento e como o levará adiante, nem o modo como vê e considera as pessoas a sua volta; 2.Precipitação: A pessoa não recebe com docilidade os conselhos que lhe dão; 3. Inconsideração das punições que Deus dá aos impuros; 4. Inconstância: Como a pessoa está muito apegada ao prazer, desiste fácil de qualquer propósito ou atividade mais séria, porque exigem sacrifício e são desagradáveis em muitos pontos; 5. Amor sem ordem e medida aos prazeres sensuais, fazendo deles o eixo da vida; 6. Apego a esta vida, porque quer muito se beneficiar do que este mundo dá (transparecendo em medo de morrer, em pânico diante de qualquer doença, na preocupação enorme por estar em boa saúde, em jamais fazer qualquer coisa que possa comprometer um pouco que seja a saúde, etc.); 7. Horror e desespero diante da outra vida, onde não haverá mais os prazeres que busca, e onde será punida por ter desprezado a Deus nesta vida, desprezando sua Lei; 8. Ódio de Deus, vendo que não quer se corrigir e sabendo, ao mesmo tempo, que será punida por Deus, o que faz com que veja a Deus, finalmente, como um inimigo.
Cegueira, precipitação, inconsideração e inconstância,
Ama o corpo e o tempo presente, foge do tempo futuro e de Deus.
Os sacerdotes têm o dever de ensinar os remédios que devem ser usados contra a luxúria. Como já falamos em outras ocasiões, estas questões devem ser expostas com cautela, sobretudo em público, para não ofender o pudor. Ao mesmo tempo, a instrução não deve ser tão pouca que acabe sendo insuficiente em uma questão que, infelizmente, diz Santo Afonso, é tão frequente nos confessionários e que leva a maioria das almas para o inferno.
1 — O primeiro remédio é fugir do ócio. Primeiramente, porque o cansaço físico e o hábito de trabalhar duro, por si só, já diminuem as quedas e o apreço pelo prazer. Mas se só isso bastasse, não haveria pecados contra a pureza entre os trabalhadores braçais, da construção civil, e os militares. Com relação à castidade, a principal eficácia de se manter ocupado está em que isso ocupa a imaginação. A imaginação nunca está quieta. Ela sempre procura alguma coisa para se ocupar. Se a deixamos vazia, ela procurará algo para passar o tempo de acordo com a má inclinação que já tem. Como está má inclinada, bem rápido nos colocará em situação complicada.
2 — Todos os moralistas dizem que é necessário cortar com os romances, novelas, filmes. No concreto, todostêm cenas de namoros, beijos, e coisas piores, em abundância. O enredo é construído de um modo onde os personagens veem uns aos outros sob a ótica dos interesses baixos. As relações entre as personagens são regidas pelo sentimentalismo romântico e pela busca do outro como alguém pelo qual eu tenho interesse sensível. A psicologia dos personagens é defeituosa, concebida para funcionar sob a ótica do mundo, da impureza, e não da virtude. Isso dá, para quem lê e assiste essas coisas, um conceito do que é amar, e gostar de alguém, completamente carnal, nada católico, e isso é uma verdadeira catástrofe nas suas consequências reais: fuga do casamento, contracepção, aniquilação da noção de caridade, de espírito de sacrifício, coisas sem as quais é impossível existir sociedade humana e Igreja.
3 — Fugir da familiaridade com pessoas do outro sexo, mesmo se são pessoas devotas. Os rapazes, quando ficam andando com as moças com as moças e tendo familiaridades com elas, adquirem hábitos e modos de ser que são realmente desagradáveis: ou ficam efeminados, ou ficam com um modo de ser que mais parece com o de um libertino, e isso se percebe. Ou ficam com os dois defeitos ao mesmo tempo… As moças devem ter muito claro que o sentimentalismo precisa ser aniquilado. Sendo bem concreto, dessa vitória contra o sentimentalismo dependerá, muitas vezes, a sobrevivência delas. Quando um rapaz desonesto se dá conta de que uma moça é sentimental, ele se aproveita disso, alimenta isso. Depois as coisas acabam escorregando para faltas maiores, até o dia em que o rapaz vai embora. Consequência: a moça, depois de se ver enganada, concebe aversão do casamento; uma ideia de que os homens são todos desonestos; ela mesma fica com dificuldade de conseguir amar alguém de modo correto, porque a experiência passada cria nela um bloqueio para isso; fica uma pessoa irritada, de temperamento azedo, porque não consegue digerir o que passou; e tudo isso reflete em volta dela, e as pessoas à sua volta (amigos, familiares, marido e filhos, depois de casar, etc.) acabam sofrendo em muitas coisas por causa disso.
Quanto aos noivos, o conselho mais eficaz do mundo é: fujam de ficar sozinhos. O Pe. Luís Carlos Lodi, padre de muita experiência, em um de seu livros, lembra aos noivos de que eles jamais devem ficar sozinhos, nem devem andar de carro juntos, sem outra pessoa que os acompanhe.
4 — Oração frequente, porque nos dá conhecimento maior e mais claro das coisas de Deus, e maior amor por elas, tirando nosso interesse pelos prazeres deste mundo, como vemos no Evangelho de hoje, onde São Pedro, tendo maior conhecimento de Jesus Cristo pela sua transfiguração, concebeu tanto amor por Deus que não queria mais sair de lá.
5 — Confissão frequente, com o mesmo confessor (que conhecendo a alma pode ir adaptando os remédios e conselhos mais eficazes), antes e cair; comunhão frequente.
6 — Lembrar da morte e do juízo. Devoção por Nossa Senhora, que é Mãe do belo amor. Guardar os sentidos, sobretudo os olhos. Mortificação.
7 — Ver os outros de modo elevado e sobrenatural. Muita coisa na nossa vida depende de como as vemos. Uma das coisas que leva as pessoas a cometer pecados contra a pureza é o fato de que consideram os outros à sua volta de um modo muito baixo. Isso não pode ser assim. São Paulo via muito bem que o modo como vermos as pessoas é decisivo para guardar a castidade ou ir contra ela: “Que cada qual saiba tratar a própria esposa com santidade e respeito, sem se deixar levar pelas paixões, como os gentios, que não conhecem a Deus. Nessa matéria ninguém fira ou lese a seu irmão(…) Pois Deus não nos chamou para a impureza, mas sim para a santidade. Portanto, quem desprezar estas instruções não despreza um homem, mas Deus, que vos infundiu o seu Espírito Santo” (1Tess. 4, 4-8). Para São Paulo, guardar a castidade é algo muito ligado ao modo como vemos os outros. Queremos guardar a pureza? Então é necessário nos dar conta de que a outra pessoa é ou será uma mãe e esposa, ou um marido e um pai; de que ela tem uma alma que foi concebida por Deus desde toda a eternidade para se salvar; de que Deus a criou tendo por ela um amor infinito, e planos tão nobres que não somos capazes de conceber quais são, nem a profundidade deles; de que Cristo morreu por essa pessoa, e de que ela tem o sangue de Nosso Senhor sobre ela, de que ela participa, pela graça, da vida de Deus. É necessário refletir sobre essas coisas, e ver as pessoas como Deus as vê, e não como o demônio quer que as vejamos.
Podemos concluir com Santo Afonso: “Nesta questão, é necessário, tanto quanto possível, usar de muita firmeza. Em coisa tão fácil de cair, nenhuma cautela é demais. Muitas opiniões, sobre o que é permitido, são verdadeiras; mas na prática, por causa da fraqueza humana, não devem ser usadas. O confessor deve saber que algo, em princípio, pode não ser pecado grave, mas vendo que oferece perigo real ao fiel, não deve permitir que seja feito” (Homo apost., trat. IX).
Em nome do Pai e do Filho + e do Espírito Santo. Amém.
http://www.sensusfidei.com.br/2017/03/13/deus-nao-nos-chamou-para-a-impureza-mas-sim-para-a-santidade/#.WNAeJPorJdg

A Graça Batismal, o futuro incerto do mundo e o conforto dos cristãos



O FREI MARIA-Eugênio do Menino Jesus, ocd1, lá pelos fins dos anos 1950/ inícios dos 1960, como autêntico místico católico parece ter profetizado, com assombrosa precisão, os tempos em que agora vivemos. O que consola é constatar que a solução para os males de sempre permanece, igualmente, a mesma de sempre. O texto a seguir representa parte do conteúdo do livro "Ao Sopro do Espírito" (Paulus, 2010), na verdade uma compilação de conferências organizadas pelo pe. Carlos Niqueux.


Riquezas espirituais

É uma linguagem espiritual, unicamente espiritual, que eu quereria ter convosco. Entretanto, começando, não posso me impedir de sublinhar que vivemos num mundo inquieto, agitado. Qual é a causa dessa agitação, dessa inquietação? Vocês a conhecem, como eu, talvez melhor do que eu.


Um mundo inquieto e agitado

Povos jovens se erguem e afirmam suas aspirações a uma vida pessoal independente, talvez a um poder dominante. Além disso, no mundo instalam-se também atualmente ideologias poderosas, que parecem querer destruir nossa velha civilização cristã. Essas ideologias não ocultam que têm uma nova concepção da civilização e mesmo do homem; seduzem com promessas enganadoras não somente indivíduos, mas até massas inteiras, ávidas por felicidade. Se vemos nos países aspirações puramente humanas, é muito possível que nas ideologias haja mais do que isso, ou seja, verdadeira ação do espírito do mal que gostaria de atingir os valores espirituais e a Igreja que os possui.

Diante das ameaças, ficamos inquietos, e talvez nossa inquietação seja legítima. Qual será o futuro? O que seremos nós, o que será de nosso país, da Europa, do mundo, em quinze anos, em vinte anos? É bem difícil prever. Temos a impressão de que viveremos acontecimentos jamais vistos.


As lições da história

Entretanto, se quisermos considerar melhor e a história e suas lições, nos convencemos facilmente de que a história do mundo e dos povos é feita de reviravoltas parecidas. Se considerarmos a história da China ou da Índia, que parecem apresentar-nos as mais antigas civilizações, datadas provavelmente de sete ou oito mil anos antes de Nosso Senhor, vemos aí a civilização atual como o resultado de reviravoltas de que seus povos foram vítimas no correr dos milhares de anos: invasões, ondas de povos, oligarquias que se estabeleceram.

Vemos no Oriente Médio impérios que se destruíram sucessivamente: os medos, os persas, os gregos, com Alexandre, e os romanos. Graças à ordem que estes parecem estabelecer no mundo, Jesus pode dar sua mensagem. A Encarnação tem efeitos mundiais, como dirá São Paulo (conf. Ef 1,9; Cl 1,15-20); trata-se do mundo conhecido.

Roma, convertida para o Cristianismo, tornando-se campeã da civilização cristã, também sofre assaltos dos bárbaros. E esses bárbaros são ganhos, sucessivamente, pelo Cristianismo. Cuida-se das chagas durante certo tempo; empreendem-se pesquisas novas sobre Deus... Uma filosofia, uma teologia, uma arte se estabelecem no século XIII, e tudo parece entrar na ordem, até que esta ordem seja agitada de novo por outras perturbações.

Que lição se pode tirar destes acontecimentos?


Supremacia da inteligência

Há vários fatos que decorrem como que normalmente: em primeiro lugar, certa supremacia da inteligência. Em todos esses choques

Em todos esse choques, esses transtornos, essas lutas de civilizações, de impérios e de culturas, é habitualmente a inteligência mais afinada que acaba dominando. É vencida durante certo tempo, como a cultura grega pelo Império Romano, mas acaba voltando e afirmando seu poder. Nas lutas entre homens, a inteligência vai dominar a superioridade da inteligência vai assegurar a supremacia.


O poder do Espírito

Há outra coisa. A expansão do cristianismo nos coloca diante de outras forças: são forças espirituais. Jesus veio, e antes de morrer, de sofrer sua suprema derrota no Calvário, Ele afirma: “Eu venci o mundo. Vós tereis de lutar. Sereis vencidos. Sereis mortos. Mas, tende confiança: Eu venci o mundo” (Jo 16,33). Supremacia da inteligência, supremacia das forças espirituais... Sim, a Igreja a que pertencemos não sucumbirá sob os golpes, ela subsistirá a todos os transtornos, revoluções, transformações, maremotos, venham de onde vierem, causados por qualquer força da inteligência humana ou por qualquer força do inferno. É a conclusão que devemos tirar.


O inventário de nossas forças espirituais

Nessa inquietação em que vivemos, diante dessas ameaças, sem dúvida eficazes até certo ponto, o que fazer?

Nosso grande dever, especialmente para nós, cristãos, é fazer o inventário de nossas forças espirituais e colocar nossa esperança nas forças espirituais. Não somente sob o ponto de vista sobrenatural para nós, mas também as esperanças para a sociedade. É preciso que essa inquietação e agitação nos conduzam a um aprofundamento, a uma estima bem maior pelas forças espirituais que nos foram dadas. Elas nos levam para o espiritual, para Deus: é aí que está a suprema esperança, para cada um de nós, para a nossa salvação individual e para a salvação também da humanidade, em toda medida com que ela pode ser salva.

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1. Henri Grialou nasceu dia 2 de dezembro de 1894 num modesto lar de Aveyron (França) e ainda criança desejou ser sacerdote. Depois da Primeira Guerra Mundial, momento em que sentiu a poderosa proteção de Santa Teresinha do Menino Jesus, recomeçou os estudos no seminário, dando aí testemunho de uma profunda vida espiritual. 
A descoberta dos escritos de São João da Cruz revelou-lhe sua vocação ao Carmelo, entrou assim para esta Ordem no dia 24 de fevereiro de 1922, logo após a sua ordenação sacerdotal. Onde adotou o nome de Frei Maria-Eugênio do Menino Jesus.

Marcado pelo absoluto de Deus e pela graça marial do Carmelo, o Frei Maria-Eugênio serviu com devoção e empenho a Igreja e a sua Ordem, desempenhando cargos de grande responsabilidade na França e em Roma.


Dedicou-se plenamente à difusão do espírito e da doutrina do Carmelo, desejando que estes fossem vividos na vida cotidiana, numa harmoniosa união de ação e contemplação.


A transmissão do ensinamento dos mestres do Carmelo – Santa Teresa d’Ávila, São João da Cruz e Santa Teresinha – foi iluminada pela sua própria experiência de contemplativo e apóstolo, e culminou na redação do livro Quero ver a Deus.


Em 1932, com a colaboração de Marie Pila, fundou o Instituto Nossa Senhora da Vida na cidade de Venasque, França, junto a um antigo santuário mariano, do mesmo nome. Este intituto secular, de leigos(as) consagrados e sacerdotes, coloca em prática o ideal do Frei Maria-Eugênio de uma vida onde a ação e a contemplação são bem unidas, de tal modo que a contemplação estimula a ação e a ação estimula a contemplação, para assim dar testemunho do Deus vivo ao mundo.


Como sacerdote e diretor espiritual, ele conduziu incansavelmente no caminho da confiança e do amor, certo de que a misericórdia divina se derrama sempre e abundantemente!


Toda a vida do Frei Maria-Eugênio foi marcada por uma poderosa influência do Espírito Santo e da Virgem Maria. Respondendo à fidelidade do seu amor, a Virgem Maria veio buscá-lo no dia 27 de março de 1967, numa segunda-feira de Páscoa, dia em que ele fazia questão de celebrar a alegria pascal de Maria, Mãe da Vida.


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Fonte:

MENINO JESUS, Fr. Maria-Eugênio do, ocd. Ao Sopro do Espírito. São Paulo: Paulus, 2010, pp. 55-56.
www.ofielcatolico.com.br

Cristãos devem guardar o sábado ou o domingo? Um estudo integral


JÁ FALAMOS SOBRE este assunto de forma breve aqui em "O Fiel Católico", com apontamento de referências bíblicas e históricas (leia), mas parece não ter sido o suficiente, na medida em que temos recebido, quase que diariamente, uma quantidade considerável de mensagens indignadas a respeito, acusando a Igreja de ter mudado o Mandamento divino sobre o dia do descanso e de adoração a Deus e outras coisas semelhantes a esta. Retomamos portanto ao problema, desta vez de maneira completa e definitiva.



Introdução

A controvérsia acerca do dia de guarda é antiga, e nasceu na própria Igreja primitiva. Ao longo da história, grupos e indivíduos que se autodenominam "cristãos" têm observado dois dias diferentes para dedicar a Deus, ao repouso, à oração e meditação. De um lado, a maioria observa com sinceridade o domingo, primeiro dia da semana, como memorial da Ressurreição de Nosso Senhor Jesus Cristo. 

De outro lado há grupos (principalmente novos protestantes e de novas seitas judaizantes) que creem, muitas vezes também com sinceridade, que devem honrar e guardar apenas o sétimo dia como o "Sábado do Senhor", assim como era nos tempos do Antigo Testamento (AT). O principal argumento deste último grupo é o seguinte: quando Deus deu ao seu povo os Dez Mandamentos, também deixou claro que eram ordens perpétuas, as quais ninguém jamais poderia mudar. Ainda que o católico argumente que a antiga ordem das coisas se passou, e que vivemos agora a nova e eterna Aliança em Cristo, na qual a Lei foi consumada, os sabatistas insistem em dizer que foram revogados apenas os antigos preceitos e costumes judaicos, mas não a Lei imutável de Deus, que não poderá nunca ser abolida por instituição humana alguma.

Para início dessa conversa, cabe ressaltar que há um lado irônico na situação: é o fato de que nós, católicos, concordamos em que a Lei de Deus não poderia ser abolida ou mudada por nenhum ser humano. Antes de abordar a questão em si – na sua essência e nos seus detalhes – importa dizer que o que nos difere fundamentalmente é que cremos na Igreja enquanto Corpo de Cristo e, portanto, continuidade histórica de Cristo no mundo (conf. 1Cor 12,12-13.27; Cl 1,18; Ef 1,22-23; Gl 3,26-28; Rm 12,4-5). Enquanto católicos, vemos e cremos na Igreja como coluna e sustentáculo da Verdade para os cristãos (conf. 1Tm 3,15) e, sendo assim, a única autoridade verdadeiramente capaz de nos apontar o verdadeiro Caminho que conduz a Cristo, ou que, antes, é o próprio Cristo.

Ironia ainda maior é saber que aqueles que nos condenam acreditam-se apoiados e confirmados pelas Sagradas Escrituras, que abundantemente confirmam a fé católica. Como disse o ex-pastor protestante Marcus Grodi, em seu artigo "Os versículos que eu nunca vi – quando era protestante":

Umas das experiências mais comuns entre protestantes que se convertem ao Catolicismo é a descoberta de versículos que para eles parecem ‘inéditos’. Mesmo depois de anos de estudo, sermões e ensino da Bíblia, algumas vezes do Gênesis ao Apocalipse, repentinamente um versículo ‘inédito’ aparece como que por mágica, mudando toda a nossa vida; (...) parece que um católico entrou sorrateiramente em nossas casas e alterou a Bíblia!

Como visto, desde os tempos apostólicos houve certa controvérsia no seio da Igreja antiga sobre quais normas dadas por Deus no AT os irmãos em Cristo deveriam continuar observando e quais não. A questão torna-se ainda mais grave pelo fato de que os novos adeptos gentios (oriundos do paganismo) eram evangelizados sem que fossem obrigados às antigas observâncias mosaicas. Logo os primeiros conflitos tornaram-se inevitáveis, obrigando os Apóstolos a se reunir em Jerusalém para tratar essa questão (conf. At 15).

Dentro desse contexto específico, qual deveria ser o dia de adoração a Deus? O sábado, conforme fora transmitido por Moisés e os Profetas, ou o domingo, o Dia da Ressurreição do Senhor e da instauração dos novos tempos, nos quais Deus fez "novas todas as coisas" (conf. Ap 3,15)?


A Instituição do Dia de Repouso e de Adoração

Sabemos que, no AT, santificou o SENHOR o sábado como seu dia de adoração. Mas à nova geração, à qual foi confiada a nova Lei, "não com tinta mas com o Espírito do Deus Vivo, não em tábuas de pedra, mas em tábuas de corações humanos, e é por intermédio de Cristo que temos tamanha confiança em Deus" (2Cor 3,3-4), cabe o  privilégio e também o dever de ir além da observância mecânica e procurar compreender mais perfeitamente a Vontade de Deus para nós, seres humanos feitos à sua imagem e semelhança.

Qual será então, segundo os textos sagrados da Bíblia e conforme nos esclarece a santa Igreja – que é o Corpo de Cristo, Mãe e Mestra, Coluna e Fundamento da Verdade – o motivo do Mandamento divino? Não é difícil entender que, para encontrar esta resposta, devemos antes saber responder bem a outras duas perguntas:

1) Por que Deus instituiu um dia para o descanso e para o seu culto?

2) Por que o shabath (sábado) foi escolhido para ser este dia?


1) Por que Deus instituiu um dia para descanso e para o seu culto?

A clara resposta para a primeira pergunta encontramos no quinto capítulo do Livro do Deuteronômio, onde lemos: 

Lembra-te de que foste escravo no Egito, de onde a mão forte e o braço poderoso do teu SENHOR te tirou. É por isso que o SENHOR, teu Deus, te ordenou observasses o dia do sábado.
(Dt 5,15)

Vemos como a observância do dia de culto de adoração está relacionada à libertação dada por Deus ao povo hebreu quando o livrou do cativeiro no Egito. O SENHOR manifesta-se como Libertador do seu povo eleito, com Poder e Glória, sinais e maravilhas, o envio de pragas (conf. Ex 8;9; 10;11) e a abertura do Mar Vermelho (conf. Ex 14,21-31) contra o jugo do poderoso Faraó. Deus Libertador guia seu povo à Terra Prometida.

Indo além, sabemos que a libertação da escravidão do Egito é o prenúncio da Libertação que o Cristo posteriormente promoverá da escravidão maior e geral do Pecado, conduzindo-nos à Jerusalém Celeste (conf. Hb 11,16; 12,22-24. Jo 14,1-3).



2) Por que o shabath (sábado) foi escolhido para ser este dia?

A resposta à segunda pergunta encontramos no livro do Êxodo:

Porque em seis dias o Senhor fez o céu, a terra, o mar e tudo o que contêm, e repousou no sétimo dia; e por isso o Senhor abençoou o dia de sábado e o consagrou.
(Ex 20,11; cf. Gn 2,3)

Por esta razão, no dia da libertação o homem também deveria libertar-se do trabalho secular (cf. Am 8,5; Ex 34,21; 35,3; Ez 22,8; Jr 17,19-27; Dt 5,12-14); no dia em que Deus manifestou o seu amor pelo seu povo, também o povo manifestaria seu amor para com Ele (Lv 23,3; Lv 24,8; 1Cr 9,32; Nm 28,9-10; Is 1,12s), como nos recordam as palavras de S. João: “Nós o amamos, porque Deus nos amou primeiro” (1 Jo 4,19).

Diante do que foi exposto até aqui, podemos definitivamente identificar a dupla raiz da instituição do dia de repouso e adoração:

a) Porque é o dia da libertação do povo de Deus da escravidão no Egito (conf. Dt 5,15);

b) Porque é o dia da plenitude da Criação (conf. Ex 20,11); pois o próprio SENHOR cessou o seu Trabalho (a Criação) no sétimo dia, terminado no sexto dia.

Ainda que Deus evidentemente não "se canse", caso contrário não seria Deus, o "descanso" ou "repouso" de Deus refere-se à cessação do seu divino Trabalho. A palavra "Shabath", sábado (do hebraico שבת, 'shabāt'; 'shabos' ou 'shabes') significa exatamente "cessão" ou "cessação", com o sentido de "término de um período ou de uma atividade". Por isso, o Sétimo Dia também é o dia da Plenitude da Criação, em certo sentido mais perfeitamente que "o dia do 'descanso' de Deus".


Jesus, o Sábado e o Domingo

'Rabi, por que permitis que teus discípulos trabalhem no sábado?' (Lc 6)

Com o passar do tempo, os judeus deturparam a observância do sábado santo, assim como a de outros preceitos divinos. Esqueceram-se das raízes espirituais desta divina observância, prendendo-se apenas à letra da Lei.

Na época de Jesus, os doutores da Lei dispendiam longas e elaborados debates sobre os muitos preceitos que regulavam o descanso sabático. Listam-se 39 tipos de trabalho que eram proibidos aos judeus nesse dia. Entre estes, ficaram registrados nos Evangelhos o de colher espigas (conf. Mt 12,2) e o de carregar fardos (conf. Jo 5,10), entre outros. Os doentes só podiam ser atendidos num sábado em perigo iminente de morte, motivo pelo qual se opuseram ao Cristo, que curava aos sábados (cf. Mt 12,9-13; Mc 3,1-5; Lc 6,6-10; 13,10-17; 14,1-6; Jo 5,1-16; 9,14-16).


Mais importante que a Lei

O Senhor Jesus Cristo, contra os fariseus, afirmou com total clareza: “O sábado foi feito para o homem e não o homem para o sábado” (Mc 2,27). Por isso, declarou-se "Senhor do Sábado" (Mc 2,28) e, assim como acontece hoje com a Igreja que é seu Corpo, foi incriminado pelos doutores da Lei (Jo 5,9), ao que respondeu que nada fazia além de imitar o Pai, que, mesmo tendo cessado a Criação do Universo, continuou a governá-lo, e também aos homens (Jo 5,17).

Neste momento Jesus explicitamente abolia a observância do sábado. Os sabatistas contra-argumentam dizendo que Jesus estava resgatando o espiritual e real sentido do Mandamento divino. Sim, o verdadeiro sentido precisava ser recuperado. Entretanto, os sabatistas enganam-se em pensar que a observância do dia de repouso e adoração estaria para sempre fixada no dia do sábado. Se, em razão das passagens bíblicas já citadas, o sábado em específico tivesse que ser guardado perpetuamente, significaria que toda Lei Levítica (com a circuncisão, a Páscoa judaica, o antigo sacerdócio, etc) também seria perpétua.

Um claro exemplo dessa incoerência encontramos no livro de Êxodo 12,14, onde está declarado que a Páscoa dos judeus, que celebrava igualmente a libertação do Egito, teria que ser observada “por suas gerações” e “para sempre”, exatamente do mesmo modo como é dito sobre o sábado. Também a oferta do incenso segundo as regras do AT é dita "perpétua" (Ex 29,42), assim como a lavagem ritual e específica de mãos e pés (Ex 30,21). Se aceitam que tudo isso não é parte da Nova Aliança, porque a obsessão com o dia do sábado?

Todavia, quando as Escrituras afirmam o sábado como "perpétuo", não se referem à fixação específica do sétimo dia, mas ao acordo de fidelidade de Deus para com a humanidade. E o próprio Deus, através dos Profetas do AT, anuncia que seu novo Acordo se dará de uma forma nova:

Eis que vêm dias, diz o SENHOR, em que farei um pacto novo com a casa de Israel e com a casa de Judá, não conforme o pacto que fiz com seus pais, no dia em que os tomei pela mão, para os tirar da terra do Egito, esse meu pacto que eles invalidaram, apesar de Eu os haver desposado. Mas este é o pacto que farei com a casa de Israel depois daqueles dias, diz o SENHOR: Porei a minha Lei no seu interior, e a inscreverei no seu coração; e eu serei o seu Deus e eles serão o meu povo.
(Jr 31,31-34)

O pacto da Antiga Aliança seria –, como de fato foi –, substituído por um novo, sendo que o primeiro foi apenas uma figura do segundo, que é eterno (conf. Hb 9). Neste novo pacto, o SENHOR instituiu um novo dia para a sua adoração, pois em um novo dia Ele salvou o seu povo, de uma vez para sempre, conforme profetizou Oseias:

Farei em favor dela [sua nova nação, a Igreja], naquele dia, uma aliança (...). Então te desposarei para sempre; desposar-te-ei conforme a justiça e o direito, com misericórdia e amor. Desposar-te-ei com fidelidade, e tu conhecerás o SENHOR.
(Os 2,20-22)

O Senhor Jesus aboliu a observância do sábado após cumprir o anúncio dos Profetas, morrendo na Cruz e ressuscitando no primeiro dia da semana: o domingo. Tal fato é citado muitas vezes e com clareza na Bíblia, como ainda veremos, e também na documentação histórica que nos chega sobre os usos e costumes da Igreja primitiva.

Se na Antiga Aliança o sábado foi estabelecido como o dia de adoração porque foi o dia da libertação do cativeiro e o dia da plenitude da Criação, na Nova e Eterna Aliança o domingo é estabelecido como novo dia de adoração pelas mesmas razões: é o dia em que o SENHOR nos salvou do cativeiro do Pecado e o dia em que, ressurgindo da mansão dos mortos, cessou o trabalho em sua nova Criação (a natureza humana incorruptível). Desta forma, o domingo também é, porém de maneira mais perfeita, o Dia da Libertação e da plenitude da Criação.

Uma das provas bíblicas deste fato é a Carta aos Hebreus, que acentua a índole figurativa do sábado, afirmando que o repouso do sétimo dia era a imagem do verdadeiro repouso de que desfrutaremos na Presença de Deus (conf. Hb 4,3-11). No sábado estava a figura (prenúncio); no domingo está a concretização do Plano de Deus. Nesta perspectiva, o Domingo é o Sábado eterno.


O claro testemunho da Bíblia Sagrada


Jesus aparece pela primeira vez aos Apóstolos no domingo, dia da Ressurreição. Escreveu o Salmista: “A pedra que os edificadores rejeitaram tornou-se cabeça da esquina. Foi o Senhor que fez isto, e é coisa maravilhosa aos nossos olhos. Este é o dia que fez o Senhor; rejubilemo-nos e alegremo-nos nele”(Sl 118,22-24). Ora, Jesus se tornou Pedra Angular no dia em que ressuscitou: o dia da Ressurreição é “o Dia que o Senhor fez para nós”.

Conforme o Profeta Jeremias, em seu novo pacto o Senhor promete escrever a sua Lei no interior e no coração dos homens. Conforme Oseias, no dia em que isto acontecer, os homens O conhecerão. Ora, isto se cumpre exatamente também no domingo, quando o Espírito Santo é dado aos Apóstolos (conf. Jo 20,19-23; At 2,1-4); pois é o Espírito Santo Quem nos convence da Vontade de Deus.

A segunda aparição do Senhor aos discípulos não é num sábado, mas no Domingo, o novo “dia que o Senhor fez para nós” (conf. Jo 20,26), dia em que Tomé adora a Jesus como Deus (conf. Jo 20,29): temos aqui, em determinado sentido, a primeira adoração cristã a Deus, e ocorre no domingo.

Ainda que os primeiros cristãos guardassem o sábado, o culto cristão por excelência aconteceu desde sempre no domingo (conf. At 20,7; 1Cor 16,2). Absurdamente, os sabatistas alegam que a “Ceia do Senhor” não era uma reunião de culto(!), quando a Primeira Carta de S. Paulo aos Coríntios mostra com nitidez que a reunião da “Ceia do Senhor” era a reunião de culto maior dos cristãos, como se verifica nos capítulos de 11 a 16.

No entanto, é verdade que desde o início muitos foram tentados a "judaizar" o cristianismo, pela observância das prescrições da Lei Mosaica. A comunidade dos gálatas é exemplo disso, e por causa disso S. Paulo dirigiu-lhes uma epístola para tratar tal questão, na qual não poderia ter sido mais claro e incisivo:

Ó insensatos gálatas! Quem vos fascinou a vós, ante cujos olhos foi apresentada a imagem de Jesus Cristo crucificado? Apenas isto quero saber de vós: recebestes o Espírito pelas práticas da Lei ou pela aceitação da fé? Sois assim tão levianos? Depois de terdes começado pelo Espírito, quereis agora acabar pela carne?
(Gl 3,1-3)

Se porém alguém ainda duvidar que S. Paulo se referisse inclusive à observância do sábado, neste trecho veja o que escreveu aos colossenses:

Que ninguém vos critique por questões de comida ou bebida, pelas festas, luas novas OU SÁBADOSTudo isso nada mais é que uma sombra do que haveria de vir, pois a realidade é Cristo
(Cl 2,16-17)

S. Paulo Apóstolo confirma, mais uma vez e de maneira totalmente objetiva, que o Antigo Testamento (e faz questão de incluir a observância do sábado) foi como "uma sombra" em vista do Novo, o qual o substituiu no cumprimento da Morte e Ressurreição do Senhor Jesus Cristo (o que inclui, na prática comum da Igreja, o domingo como Dia do Senhor).


* * *
“Jesus lhes propôs: ‘Qual de vós será o homem que, tendo uma ovelha, e, num sábado, esta cair em um buraco, não fará todo o esforço para retirá-la de lá?’” (Mt 12,11)

Sim, poderíamos com muita tranquilidade encerrar este estudo por aqui. Tudo já foi dito, confirmado e provado, biblicamente e teologicamente. Mas há muitas outras confirmações bíblicas – das quais tanto fazem questão os protestantes, judaizantes ou não – de que o domingo é o Dia do Senhor, e fazemos questão de apresentá-las para que esta abordagem fique completa, como sempre foi o estilo d"O Fiel Católico".

Ocorre que no Livro do Apocalipse (1,10) S. João escreve: “Num domingo, fui arrebatado em êxtase, e ouvi, por trás de mim, voz forte como de trombeta”. Este trecho insuspeito, que aos olhos desavisados pode parecer secundário, é de fundamental importância para se resolver de uma vez por todas a questão, porque a expressão inicial, que comumente traduzida em português para “num domingo”, no original grego diz literalmente: “TE KURIAKÉ HÉMERÀ”, que significa “No Dia do Senhor”1.

Contamos com pelo menos três testemunhos patrísticos dos primeiros dois séculos que atestam a relação entre o primeiro dia da semana e o "Dia do Senhor" aí referido: a Didaché (14,1), documento que é anterior a alguns livros do Novo Testamento da Bíblia (leia); a referida Epístola aos Magnésios (9,1) de Sto. Inácio e o Evangelho de S. Pedro (35 e 50).

Aí está, judaizantes, a Bíblia Sagrada, simples e diretamente, afirmando com todas as letras que o Domingo é o Dia do Senhor.


Conclusão

Embora muitos não imaginem, a tendência atual das novas seitas ditas "cristãs" em voltar a guardar o sábado deriva do pensamento da fundadora do Adventismo do Sétimo Dia, a Sra. Ellen G. White, que afirmava em seus escritos que a instituição do domingo como dia do Senhor era uma "invenção do Papado", e que quem observasse este dia como Dia do Senhor receberia a marca da Besta. Por esta razão, alguns adventistas (acreditando mais na senhora White do que na Bíblia, nos Profetas, nos Apóstolos, nos cristãos dos primeiros séculos e no próprio Cristo) têm procurado fundamentar tal afirmação pesquisando desesperadamente aonde teria o Papado feito tal instituição... O melhor que fizeram até agora foi afirmar que o Papado substituiu o Dia do Senhor de sábado para domingo durante o Concílio de Laodicéia na Frígia, realizado no ano 360.

O que não querem enxergar é que o Concílio de Laodiceia apenas confirmou a doutrina apostólica da observância do domingo contra os cristãos judaizantes. Na realidade este Concílio não foi Geral, mas Local, e por essa razão não envolveu o Bispo de Roma e nem tinha o poder de alcançar a Igreja inteira espalhada pelo mundo.

Devemos lembrar, isto sim, o que é fato concreto: que os decretos contra os cristãos judaizantes foram instituídos pelos Apóstolos durante o Concílio de Jerusalém (cf. At 15). Conforme já exposto, tais decretos não favoreciam a observância do Sábado como Dia do Senhor. Os Bispos de Jerusalém sempre foram fiéis a esses decretos, conforme podemos observar no testemunho de S. Cirilo, Bispo de Jerusalém (313 - 386dC):

Não cedas de forma alguma ao partido dos samaritanos ou aos judaizantes: por Jesus Cristo de agora em diante foste resgatado. Mantenha-te afastado de toda observância de sábados, sobre o que comer ou como te purificar. Abomina especialmente todas as assembleias dos perversos heréticos.
(S. Cirilo de Jerusalém. Carta 4, 37)

Aí estão apresentados e contemplados os fatos, caríssimo leitor. Há inúmeros outros documentos historiográficos antigos atestando a celebração cristã por excelência e o dia de guarda dos cristãos no domingo; alguns deles constam do nosso primeiro estudo (leia), outros ainda podem ser encontrados mediante pesquisa. Não os acrescentaremos a este estudo para que não se torne longo por demais.

A decisão, entretanto e como sempre, ficará por sua conta: entre optar pela opinião de Ellen White e das novas comunidades protestantes ou pelo testemunho dos Profetas, dos santos Apóstolos, dos primeiros cristãos e de Nosso Senhor Jesus Cristo. Só você pode decidir.
http://www.ofielcatolico.com.br/2007/03/cristaos-devem-guardar-o-sabado-ou-o.html
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1. Pode ser comprovado no website de estudos protestantes 'BibliaHub' (em inglês) de tradução fiel direta do original em grego, que traz 'On the Lord’s day (No dia do Senhor) I was in the Spirit...'. Vide:
biblehub.com/bsb/revelation/1.htm.
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Fontes e referências:
• LIMA, Alessandro. Apostolado Veritatis Splendor: Dia do SENHOR: ságado ou domingo?. Disponível em veritatis.com.br/article/3948.
Acesso 16/3/2017.
• BAUER. Johannes B. Dicionário bíblico-teológico, São Paulo: Loyola, 1994, pp.110-111.
• BOGAERT, Pierre-Maurice et al. Dicionário enciclopédico da Bíblia, São Paulo: Loyola, Paulinas, Paulus, Academia Cristã. Verbete 'Domingo'.

A missão excepcional de São José

A perfeição consiste em cumprir a vontade de Deus, cada um segundo sua vocação.

São José

Istas, os mártires, os pontífices e os doutores: é o humilde operário de Nazareth, o humilde José. Os Apóstolos foram incumbidos de fazer com que os homens conhecessem o Salvador, para pregar-lhes o Evangelho a fim de salvá-los. Sua missão, como a de São João Batista, é da ordem da graça necessária a todos para a salvação. Mas há uma ordem ainda superior à da graça.
É aquela que é constituída pelo próprio mistério da Encarnação, ou seja, a ordem da união hipostática ou pessoal da Humanidade de Jesus com o próprio Verbo de Deus. A esta ordem superior se prende a missão singular de Maria, a maternidade divina e também, de certa forma, a missão oculta de José. Este assunto foi exposto de diversas maneiras por São Bernardo, São Bernardino de Siena, o dominicano Isidoro de Isolanis, Suarez e muitos autores recentes.
Bossuet diz admiravelmente no seu primeiro panegírico desse grande santo: “Dentre todas as vocações noto duas, nas Escrituras, que parecem diametralmente opostas: uma é a dos Apóstolos; a segunda, a de José. Jesus é revelado aos Apóstolos para que o anunciem por todo o universo; e é revelado a José para que silencie e o esconda. Os Apóstolos são luzeiros para mostrarem Jesus ao mundo inteiro. José é um véu para encobri-lo; e sob esse véu misterioso oculta-se-nos a virgindade de Maria e a grandeza do Salvador das almas. Aquele que glorifica os Apóstolos concedendo-lhes a honra da pregação, glorifica José pela humildade do silêncio”. A hora da manifestação do mistério do Natal ainda não era chegada, essa hora deveria ser preparada por trinta anos de vida oculta.
A perfeição consiste em cumprir a vontade de Deus, cada um segundo sua vocação. Mas a vocação toda excepcional de José supera por certo, no silêncio e na obscuridade, a dos maiores Apóstolos: pois ela se relaciona mais de perto com o mistério da Encarnação redentora. José, depois de Maria, esteve mais próximo que ninguém do próprio Autor da graça. Assim pois, no silêncio de Belém, durante a estadia no Egito e na pequena casa de Nazaré ele terá recebido mais graças que jamais a qualquer outro santo seria dado receber.

Qual a missão especial de José com relação a Maria?
Consistiu ela sobretudo em preservar a virgindade e a honra de Maria, contraindo com a futura Mãe de Deus um verdadeiro matrimônio, mas absolutamente santo. Conforme relata o Evangelho de São Mateus (1, 20): “O anjo do Senhor, que apareceu em sonho a José lhe diz: “José, filho de Daví, não temas receber Maria como tua esposa, pois o que nela se gerou é obra do Espírito Santo”. Maria é perfeitamente sua esposa. Trata-se de um matrimônio verdadeiro (cf. Santo Tomás, III, q. 29, a. 2), mas inteiramente celeste e que devia ter fecundidade inteiramente divina. A plenitude inicial de graça dada à Virgem em vista da maternidade divina fazia apelo em certo sentido ao mistério da Encarnação. Conforme diz Bossuet: “A virgindade de Maria atraiu Jesus do céu… Se sua pureza a tornou fecunda, não hesitarei, no entanto, em afirmar que José teve sua parte nesse grande milagre. Pois tal pureza angélica, apanágio da divina Maria, foi também o desvelo do justo José”.
Era a união sem mácula e inteiramente respeitosa com a criatura mais perfeita que jamais existira, em ambiente extremamente simples, qual o de um pobre artesão de aldeia. Assim, José se aproximou mais intimamente do que qualquer outro santo daquela que é a Mãe de Deus, daquela que é também a Mãe espiritual de todos os homens e dele próprio José, daquela que é Co-Redentora, Mediadora universal, dispensadora de todas as graças. Por todos esses títulos José amou Maria com o mais puro e devotado amor; era de certo um amor teologal, porquanto ele amava a Virgem em Deus e por Deus, por toda a glória que ela dava a Deus. A beleza de todo o universo nada era em face da sublime união dessas duas almas, união criada pelo Altíssimo, que encantava os anjos e ao próprio Senhor enchia de júbilo.

Qual foi a missão excepcional de José perante o Senhor?

Em verdade, o Verbo de Deus feito carne foi confiado a ele, José, de preferência a qualquer outro justo dentre os homens de todas as gerações. O santo velho Simeão teve o menino Jesus em seus braços por alguns instantes e viu nele a salvação dos povos – “lumen ad revelationem gentium” – mas José velou todas as horas, noite e dia, sobre a infância de Nosso Senhor. Muitas vezes teve em suas mãos aquele em quem via seu Criador e Salvador. Recebeu dele graças sobre graças durante os vários anos em que viveu com ele na maior intimidade do dia-a-dia. Viu-o crescer. Contribuiu para sua educação humana. Jesus lhe foi submisso. É comumente chamado de “pai nutrício do Salvador”; porém em certo sentido foi mais que isso, pois como nota Santo Tomás é acidentalmente que após o casamento um homem se vem a tornar “pai nutrício” ou “pai adotivo”, enquanto que não foi absolutamente de forma acidental que José ficou encarregado de zelar por Jesus. Ele foi criado e posto no mundo precisamente para tal fim. Esta foi a sua predestinação. Foi em vista de tal missão divina que a Providência lhe concedeu todas as graças recebidas desde a infância: graça de piedade profunda, de virgindade, de prudência, de fidelidade perfeita. Sobretudo, nos desígnios eternos de Deus, toda a razão de ser da união de José com Maria era a proteção e a educação do Salvador; Deus lhe deu um coração de pai para velar pelo menino Jesus. Esta a missão principal de José, em vista da qual ele recebeu uma santidade proporcionada a seu papel no mistério da Encarnação, mistério que domina a ordem da graça e cujas perspectivas são infinitas.
Este último ponto foi bem esclarecido por Mons. Sinibaldi em sua recente obra La Grandeza di San Giuseppe, p. 33-36, na qual mostra que São José foi predestinado desde toda a eternidade para tornar-se o esposo da Virgem Santíssima e explica, com Santo Tomás, a tríplice conveniência dessa predestinação.
O Doutor Angélico a demonstrou ao indagar (III q. 29, a. 1) se o Cristo deveria nascer de uma virgem que tivesse contraído um verdadeiro casamento. E concluiu que devia ser assim, tanto para o próprio Cristo, como para sua Mãe, e também para nós.
Isso convinha grandemente ao próprio Nosso Senhor para que ele não fosse considerado, até que chegasse a hora da manifestação do mistério do seu nascimento, como um filho ilegítimo, e também para que ele fosse protegido em sua infância. Para a Virgem não era menos conveniente, a fim de que ela não fosse considerada culpada de adultério e como tal viesse a ser lapidada pelos judeus, conforme notou São Jerônimo, e ainda para que ela própria fosse protegida em meio às dificuldades e à perseguição que iria começar com o nascimento do Salvador. Foi outrossim, acrescenta Santo Tomás, muito conveniente para nós, porquanto pelo testemunho insuspeito de São José tomamos conhecimento da concepção virginal do Cristo: segundo a ordem das coisas humanas, representou para nós esse testemunho um admirável apoio ao de Maria. Enfim, era soberanamente conveniente para que nós encontrássemos em Maria ao mesmo tempo o perfeito modelo das virgens como das esposas e mães cristãs.
Explica-se assim, segundo muitos autores, que o decreto eterno da Encarnação- estabelecendo a maneira como hic et nunc esse fato se devia realizar e em quais circunstâncias determinadas – envolva não somente Jesus e Maria mas também José. Desde toda eternidade, com efeito, estava decidido que o Verbo de Deus feito carne nasceria milagrosamente de Maria sempre virgem, unida ao justo José pelos laços de um matrimônio verdadeiro. A execução desse decreto providencial é assim referida em São Lucas (1, 27): “Missus est Angelus Gabriel a Deo, in civitatem Galileae, cui nomen Nazareth, ad virginem desponsatam viro, cui nomen erat Joseph, de domo David, et nomen virginis Maria”. [O Anjo Gabriel foi enviado por Deus a uma cidade da Galiléia, chamada Nazaré, a uma virgem desposada com um varão por nome José, da casa de Davi; e o nome da virgem era Maria].
São Bernardo chama São José de “magni consilii coadjutorem fidelis simum” (coadjutor fidelíssimo do magno conselho”).
Por isso é que Mons. Sinibaldi, após Suarez e muitos outros, afirma, ibid., que o ministério de José é em certo sentido confinante, em seu nível, com a ordem hipostática. Não que José tenha cooperado intrinsecamente, como instrumentofísico do Espírito Santo, para a realização do mistério da Encarnação, pois nesse acontecimento seu papel é muito inferior ao de Maria, Mãe de Deus; entretanto, ele foi predestinado para ser, na ordem das causas morais, o guardião da virgindade e da honra de Maria, ao mesmo tempo que o protetor de Jesus menino. É preciso precaver-se aqui contra certos exageros que falseariam a expressão desse grande mistério; o culto devido a São José não vai além especificamente do de dulia prestado aos outros santos, mas tudo faz pensar que ele merece receber, mais do que todos os outros santos, esse culto de dulia. Por isso é que a Igreja, em suas orações menciona o nome de José imediatamente após o de Maria e antes do dos Apóstolos na oração A cunctis (a todos nós…), por meio da qual se implora a proteção de todos os Santos. Se São José não é mencionado no Canon da missa, há todavia para ele um prefácio especial e o mês de março lhe é consagrado.
Num discurso pronunciado na Sala Consistorial no dia da festa de São José, em 19 de março de 1928, S.S. Pio XI comparava nestes termos a vocação de São José com a de São João Batista e com a de São Pedro: “Fato sugestivo é ver-se sugirem, bem vizinhas e brilharem quase contemporâneas, certas figuras tão magníficas. Primeiro, São João Batista que se ergue no deserto com sua voz, ora grave ora suave, como leão que ruge e como o amigo do Esposo, que se rejubila pela glória do Esposo, para afinal oferecer à face do mundo a maravilhosa glória do martírio. Depois, Pedro que ouve do divino Mestre estas sublimes palavras, pronunciadas também elas à face do mundo e dos séculos: “Tu és Pedro, e sobre esta pedra construirei a minha Igreja; ide e pregai ao mundo inteiro”, missão grandiosa, divinamente resplandecente. Entre essas duas missões aparece a de São José: missão recolhida, calada, quase despercebida, que não se evidenciaria senão alguns séculos mais tarde; um silêncio ao qual sucederia, mas muito tempo depois, um sonoro canto de glória. Pois, onde mais profundo o mistério, mais espesso o véu que o encobre, e maior o silêncio, é justamente ai que mais alta é a missão, como mais brilhante o cortejo das virtudes exigidas e dos méritos requeridos para, por feliz necessidade, com elas se conjugarem. Missão única, muito alta, a de guardar o Filho de Deus, o Rei do mundo, e de guardar a virgindade e a santidade de Maria; missão única, a de ter participação no grande mistério ocultado aos olhos dos séculos, e de assim cooperar na Encarnação e na Redenção! Toda a santidade de José consiste precisamente no cumprimento, fiel até o escrúpulo, dessa missão tão grande e tão humilde, tão alta e tão escondida, tão esplêndida e tão envolta em trevas”.
(Trecho de “Les trois ages de la vie interieure”, trad. Permanência. publicado em Revista Permanência, Junho de 77)

http://www.arautos.org/secoes/artigos/doutrina/sao-jose/a-missao-excepcional-de-sao-jose-2-140799

O poder de intercessão de São José

São José

Sua missão, como pai do Menino Jesus, consistiu em ser a imagem de Deus Pai aos olhos do próprio Filho de Deus!

Desde toda a eternidade, quando a Encarnação do Verbo foi determinada pela Santíssima Trindade, Deus Pai quis que a chegada de seu Filho ao mundo fosse revestida com a suprema pulcritude que convém a um Deus. Apesar dos aspectos de pobreza e humildade com os quais haveria de se mostrar, Ele deveria nascer de uma Virgem concebida sem pecado original, reunindo em si as alegrias da maternidade e a flor da virgindade. Mas era indispensável a presença de alguém capaz de assumir a figura de pai perante o Verbo de Deus feito homem. Para isso, bem podemos aplicar as palavras ditas pelaEscritura sobre o Rei Davi: “O senhor procurou um homem segundo seu coração”. Este homem foi São José.
Para formarmos uma ideia de quem foi São José, precisamos considerar que ele foi esposo de Nossa Senhora e pai adotivo do menino Jesus. O esposo deve ser proporcionado à esposa. Ora, quem é Nossa Senhora? Ela é, de longe, a mais perfeita de todas as criaturas, a obra-prima do Altíssimo. Se somarmos as virtudes de todos os anjos, de todos os santos e todos os homens até o fim do mundo, não teremos sequer uma pálida ideia da sublime perfeição da Mãe de Deus. O homem escolhido para ser o esposo dessa excelsa criatura devia possuir uma virtude maior que a dos antigos patriarcas. Eis a grandeza de alma que devia ter o Esposo da Mãe de Deus!
Sua missão, como pai do Menino Jesus, consistiu em ser a imagem de Deus Pai aos olhos do próprio Filho de Deus! Na simplicidade da vida cotidiana, São José exercia como chefe da Sagrada Família, uma verdadeira autoridade sobre o Filho de Deus.
Quem iria responder às perguntas de Deus? Esta graça só foi concedida a São José, varão humilde e puro. Imaginemos o Menino Jesus parado diante dele e indagando como fazer tal coisa. E São José, mera criatura, ciente de que é Deus quem pergunta, dá o conselho!
Consideremos São José como modelo de castidade e de força; um varão de santidade inimaginável, no qual Deus reuniu, como num sol, tudo quanto os demais santos juntos têm de luz e esplendor.
Todas as glórias se acumularam neste varão incomparável.
Houve, também, no Antigo Testamento um personagem chamado José, filho do Patriarca Jacó que chegou a ser vice-rei do Egito. Em tempo de fome, o Faraó mandava os egípcios se dirigirem ao sábio José para que ele distribuísse os alimentos, dizendo-lhes: “Ide a José”! Da mesma maneira, podemos ouvir a voz de Deus que nos diz durante nossas dificuldades: “Ide a José”! Assim como José foi vice-rei do Egito e o mais importante do reino depois do Faraó, Deus constituiu São José, vice-rei da Igreja, quer dizer, senhor e cabeça de sua casa, custódio e administrador de todos os seus bens.
Quem poderá calcular o poder de intercessão de São José junto à Maria Santíssima e a seu Divino Filho? Seu patrocínio e poder de intercessão são superiores aos de todos os demais santos, sem dúvida alguma. São José tudo pode diante do Divino Redentor.
Certamente, Jesus, que lhe foi submisso durante sua vida terrena, seguirá sendo-lhe obediente por toda a eternidade…
Imploremos, sempre, sua poderosa intercessão!
http://www.arautos.org/secoes/artigos/doutrina/sao-jose/o-poder-de-intercessao-de-sao-jose-2-162075